Carros híbridos

Os automóveis híbridos – guerra contra a poluição

Seja pelo risco de acabarem os recursos petrolíferos, seja pela pressão dos legisladores para travarem os graves problemas ecológicos que assolam o nosso planeta, o certo é que, mais tarde ou mais cedo, os veículos actuais, equipados com motores térmicos, serão substituídos por outros que utilizem uma energia limpa.

Em Dezembro de 1997, foi assinado em Kyoto o 1º protocolo que definia a Convenção Quatro das Nações Unidas sobre as alterações climatéricas. Trinta e oito países industrializados chegaram a um acordo com vista a reconduzir até 2008/2012 as emissões de gases de efeito de estufa (dióxido de carbono, metano, óxido de azoto, hidrofluorocarboneto, perfluorcarbono e hexafluoro de enxofre) aos níveis de 1990.

A partir de Março de 2004, as disposições do protocolo comprometeram juridicamente os países da União Europeia, assim que entraram em vigor os processos europeus de vigilância e de comunicação das emissões de gases.

A União Europeia comprometeu-se formalmente a reduzir em 8% as suas emissões de gases de efeito de estufa.

Foi à luz deste objectivo que se outorgou ao Toyota Prius o título de «Carro do Ano» na Europa, em 2005, um prémio que recompensava a coragem e a criatividade de uma marca capaz de propor ao público um veículo movido por um sistema de propulsão híbrido que reduz o consumo e as emissões de gases sem prejudicar as prestações necessárias a uma utilização quotidiana.

Os veículos híbridos

Um veículo híbrido eléctrico utiliza como meio de propulsão uma combinação de dois sistemas que utilizam fontes de energia diferentes. Um produz energia eléctrica; trata-se de um motor de combustão interna de alto rendimento, acoplado a um volante de inércia, a ultracondensadores ou a baterias eléctricas. O outro compõe-se da bateria eléctrica e dos motores eléctricos situados nas rodas.

O sistema de tracção híbrido-eléctrico implica uma mudança profunda relativamente aos automóveis actuais. O sistema de propulsão tradicional consiste num motor de combustão interna acoplado, por intermédio de uma embraiagem, a uma caixa de velocidades e ao diferencial dotado de juntas homocinéticas. O rendimento do conjunto é fraco, não só por causa do seu peso, mas também porque o motor deve fornecer uma potência variável.

O rendimento máximo de um motor obtém-se em condições de funcionamento bem determinadas, mediante uma carga e uma velocidade de rotação constantes.

Pode-se melhorar notavelmente o rendimento do sistema tradicional integrando-se um sistema híbrido – eléctrico, muito semelhante ao dos veículos eléctricos propulsionados por baterias que alimentam motores eléctricos, com a diferença de que este conjunto inclui um pequeno APU (do inglês, Auxiliary  Power Unit – unidade auxiliar de energia), que é um motor de combustão interna ou qualquer outro sistema auxiliar  cuja função é produzir electricidade de maneira a alimentar eficazmente as baterias.

São muitas as vantagens dos veículos híbridos em relação aos modelos convencionais. O seu rendimento consegue ser duas vezes superior, graças à eliminação da maior parte das quebras de potência próprias dos veículos convencionais. O sistema de travagem também tem capacidade para regenerar a potência absorvida, o que contribui para eliminar as quebras de rendimento.

Por outro lado, o motor é estudado para desenvolver uma potência média, porque os seus picos são cobertos pela fonte de energia alternativa. Da mesma maneira, pode ser sempre desactivada, enquanto se utiliza o veículo, quando deixa de ser necessária.

Finalmente, o combustível é explorado de maneira muito mais eficaz, resultando numa redução das emissões de gases.

Os automóveis híbridos são um primeiro passo em direcção aos veículos não – poluentes

Apesar de a oferta de veículos ecológicos ser bastante limitada, os modelos que se comercializam actualmente demonstram amplamente as suas capacidades e eficácia.

O Toyota Prius é o melhor exemplo desta nova geração de veículos que respeitam o ambiente, desde que se tornou, desde a sua apresentação em 1997, o primeiro veículo híbrido disponível no mercado.

 

Mas a firma japonesa demarcou-se mais uma vez da concorrência ao apresentar a segunda geração do sistema híbrido do Prius, que também é a primeira desenvolvida segundo um conceito revolucionário chamado «Hybrid Synergie Drive». Este novo conceito dá uma maior importância ao motor eléctrico no fornecimento da potência.

Sendo o motor eléctrico muito mais potente que o anterior, utilizar-se-á menos o motor a gasolina, o que contribuirá para reduzir o consumo melhorando, ao mesmo tempo, as prestações do veículo.

Deste modo, a melhoria da condução dinâmica não se exprime unicamente nos números das prestações de base, mas também se constatará graças a um funcionamento mais flexível e silencioso e a uma aceleração mais linear, aspectos em que os motores de combustão interna terão dificuldades em que os motores de combustão interna terão dificuldades em manter-se ao nível desta nova geração de sistemas híbridos.

Por outro lado, a aposta da Toyota e de outras marcas que trabalham com o mesmo objectivo deve procurar uma resposta ao nível das autoridades, que tudo devem fazer para acabarem com a diferença de preços entre este tipo de veículos e os automóveis convencionais.

Assim que se alcançar esta legítima aspiração, o consumidor passará a escolher os veículos ecológicos e a substituição do parque automóvel será obviamente mais rápida.

 

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